quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Todos somos Mestres

Com certa frequência paro de seguir pessoas que só postam dramas e negatividades e escolho ler artigos que elevem minha consciência e vibração, buscando assim exercer meu livre arbítrio e escolher conscientemente o universo onde quero estar. Porém dentre outros assuntos que vi esta semana, assisti também um relato de uma menina Alemã de 16 anos assustadíssima com a onda de abusos e preconceito às mulheres alemãs por parte dos refugiados islâmicos. 

Resolvi então escrever algo para organizar melhor meus sentimentos e tentar amenizar meu mal estar sobre o assunto, segue minha conclusão: 

Todos somos Mestres... Seres incríveis que escolheram as mais criativas formas de se iludirem e criarem os desafios mais mirabolantes apenas para se conhecerem e enfim se reencontrarem. 

As dificuldades como doenças, miséria, cataclismos e tragédias que nos submetemos são distorções tão grandes do amor Divino com o qual fomos Criados que só mesmo seres muito poderosos poderiam conseguir manifestar isso. Tudo isso para gerarmos os contrastes necessários para nos percebermos, como a tinta impressa deixa sua marca neste papel tornando possível sua leitura. 

Todos somos fragmentos do mesmo Criador, partículas do Todo, consciências individualizadas que retêm em si as mesmas características do próprio Criador. Enquanto na Unidade e sem uma Criação que nos refletisse, não sabíamos quem éramos. Éramos o Todo, o puro amor mas não nos conhecíamos, não percebíamos nossos diferentes aspectos, características e capacidades que possuíamos. Não tínhamos forma ou nada que pudesse nos contrastar para nós mesmos. 

Foi necessário então esta experiência onde criamos a ilusão da separação, onde pela primeira vez nos vimos como indivíduos, cada um com inclinações e características diferentes, destinados a criarmos cada um seu próprio caminho de autodescoberta. Por isso a diversidade é tão necessária para esta experiência, pois cada um representa um aspecto do Todo e do próprio Criador que precisa conhecer-se. Se existisse um só caminho correto, apenas uma pessoa no mundo já seria necessária para concluir esta experiência conhecendo-se completamente. 

Assim cada um de nós caminhou encarnação após encarnação para o limite desta ilusão de separação do Todo, impulsionados por nossa essência criativa a buscar a realização na matéria através dos limitados recursos do plano mental, que utiliza toda a energia que consegue reunir para simular uma falsificação de quem verdadeiramente somos com nossas características eternas, o Todo, o Uno, a Perfeição Original. Desta forma inventamos medos, vazios, carências, limitações e proibições para através de sua superação sermos capazes de reconhecer e vivenciar pelos sentidos materiais o nosso amor, a plenitude, a abundância e a liberdade. 

Toda esta trajetória teve um preço alto que foi o esquecimento, esquecemos de nossa origem Divina e de quem verdadeiramente somos. Nos aprisionamos em personagens tão limitados e sofridos que nos tornamos capazes de matar, roubar, torturar e até escravizar nossos irmãos Divinos para conseguir algo que acreditávamos que nos traria alívio, amor, dinheiro ou alguma outra forma de satisfação para uma dor ou carência que em Verdade nunca existiu. 

O mundo caótico de hoje é um grande cenário, palco onde Criadores esquecidos e iludidos lutam pela sobrevivência, sucesso, poder, aparências, relacionamentos, filhos ou seja lá qual for o ideal da moda nesta época. 

Somos tão criativos que até “Deus” inventamos nesta história para atuar conosco, Deuses implacáveis, condenadores e vingativos que punem severamente com o sofrimento eterno no inferno aquele que não obedecer à sua lei. É óbvio que esta lei não é do Criador mas unicamente nossa, afinal quem mais além de humanos sem consciência de sua origem Divina inventaria religiões tão limitantes, sádicas, machistas e preconceituosas? Quem mais imaginaria que o Criador precisasse que alguém aqui na Terra castigasse e até matasse seus semelhantes, partes dele mesmo em Seu nome? Claro que os autores e posteriores editores e manipuladores dos nossos livros ditos “santos” tinham o foco na Divindade e possivelmente boas intenções, porém o perfil psicológico da ilusão que viviam pode ser facilmente traçado a partir de seu conteúdo: pertencem ao sexo masculino mas não estão seguros quanto a própria masculinidade; não se aceitam como são e por isso comparam-se constantemente com os outros necessitando passar uma imagem “moralmente elevada” de si para a sociedade; duvidam tanto da própria fé e temem tanto a liberdade própria e alheia que precisam acabar com os ateus e com os seguidores de outras religiões para sentirem-se mais certos e seguros a respeito de si mesmos; são extremamente rígidos consigo mesmos e carregam muita culpa e autocondenação inconscientes, por isso são acusadores e condenadores implacáveis daqueles que não se torturam na busca de uma perfeição ilusória assim como eles próprios; sofrem de uma autorrejeição avassaladora e sentem-se tão mal consigo mesmos que acreditam-se desmerecedores, impuros e incapazes de serem amados como realmente são; tratam tão mal suas esposas e outras mulheres que precisam criar leis e costumes extremamente rígidos, humilhantes e violentos para punir a mulher que sequer cogitar viver uma história de verdadeiro amor e liberdade em suas vidas, aprisionando-as em papéis secundários e puramente de servidão obrigatória ao masculino em sua sociedade; de tamanha sensação de inferioridade apoiam-se no conhecimento da "palavra de Deus" e "bons costumes" para acreditarem-se superiores a seus semelhantes; pertencem às classes detentoras do poder que usam as igrejas e religiões para enriquecerem e controlar o povo e suas revoltas; não têm o menor escrúpulo ou peso na consciência que os impeçam de acusar, maltratar ou explorar outros seres humanos em benefício próprio. Tudo isso em “nome de Deus”, é claro. 

E as pessoas inconscientes que são de sua verdadeira grandeza, rezam como vítimas para que este Deus apiede-se de suas falhas e carências, fornecendo só mais uma migalhinha do amor e abundância que elas são e não sabem. Tudo parte do mesmo jogo de espelhos; sem saber, tanto manipulados quanto manipuladores estão jogando no mesmo time. 

Realmente só existe uma palavra para definir a realidade que criamos e vivemos atualmente, que é “insanidade”. 

Não importa o quanto o conhecimento seja libertador, a mente sempre arruma uma forma de usá-lo dentro de sua matriz, distorcendo as informações para adequarem-se à necessidade do personagem. Vou dar um exemplo: já cansamos de ler em artigos sobre a lei da atração e física quântica que somos os criadores da nossa realidade. Porém ao invés de entendermos que a realidade é uma ilusão, que a inventamos a partir de nossas crenças e programações mais profundas e que somos muito mais do que isso pois somos puramente consciências, nós focamos a partir desta informação apenas em criar uma realidade melhor para nosso personagem que ainda sofre inconscientemente na ilusão de estar separado do Todo, sofre suas carências e inferioridades, seus medos, culpas e limitações. O que poderia ser a luz que abriria as portas da mente para a libertação desta prisão formada por grades e paredes de ideias e esquecimento, torna-se mais uma forma de se conseguir o que quer ainda dentro da ilusão, mantendo-se na mesma matriz e agora ainda tentando a partir de outra técnica manipular o mundo externo para suprir nossas ilusões de carências e limitações que acreditamos cegamente ter. 

Esses dias participei de um workshop com uma empresária americana ensinando sobre estratégias de negócios. Concluí que não há diferença alguma em seguir seus ensinamentos ou seguir uma religião. Em ambos os casos estaremos fazendo o que acreditamos ser correto, o que nos promete mais segurança, conforto e o que nos salvará. 

Não importa se somos religiosos, divulgadores de frases prontas da lei da atração ou empresários, estando ainda iludidos com a fórmula mágica que nos trará uma fantástica recompensa e presos aos personagens limitados desta experiência terrena, não fazemos nada além de criarmos mais e mais maneiras para permanecermos iludidos na busca do sucesso que nos libertará da falsa miséria e separação que tão perfeita e magistralmente inventamos. Já que ilusão por ilusão é melhor se iludir rico no céu do que pobre no inferno, vá lá, tudo é válido e faz parte do caminho de criação de contrastes com nossa Verdade que cada um está escolhendo para si. De qualquer forma todos terão o mesmo fim, quando nenhuma centelha Divina poderá mais se dar ao luxo de chamar-se de vítima ou de acreditar-se executor da Verdade e a impiedosa desilusão será sempre a prova do Amor Maior que finalmente nos Despertará. 

A verdade não está escrita pois só pode ser sentida e somente quando ela surgir no coração de cada um é que seremos livres e retornaremos à perfeição original. O Despertar é a única maneira de curar este estado de loucura em si assim como qualquer mal que observemos no mundo e isso não acontecerá pelas mãos ou palavras de ninguém, mas apenas pela frustração e humildade daqueles que reconheceram a ilusão em seus caminhos. 

Namastê! 

Rodrigo Durante 
www.rodrigodurante.com.br