segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A manifestação consciente de nossa realidade


Somos todos feitos de energia e por isso estamos constantemente vibrando e atraindo pessoas e situações na mesma sintonia. Não sei quanto a vocês, mas já passei certos apertos financeiros em minha vida. Por mais que me esforçasse no trabalho e em minhas práticas espirituais, ocorriam verdadeiros “milagres financeiros negativos” que sempre apareciam para tirar meu dinheiro e me manter sempre no nível da sobrevivência. Tinha apenas o necessário e as vezes menos, nunca mais do que isso. E buscando uma cura para isso entendi que era eu mesmo que criava todas estas limitações que vivenciei. Nesta busca aprendi muitas coisas, vou lhes passar um pouco deste conhecimento.

Nossa realidade física é materializada de acordo com um sistema de crenças que temos programadas em várias dimensões de nosso ser. As crenças são programações mentais poderosas que definem quem nós somos. Apenas uma pequena parte destas crenças são conscientes, a maioria são inconscientes. Em 99% do tempo estamos criando inconscientemente.

A partir de uma crença, muitos pensamentos e situações são atraídos para justificarem esta crença. Assim funciona o mental e o emocional. Alguém pode falar “eu estou falido porque meu sócio me passou a perna”, justificando o fato com o sócio ladrão. Mas de fato o que atraiu este sócio em primeiro lugar? A bendita crença. Sempre tem uma crença por trás de tudo o que manifestamos.

Tudo o que vemos aqui são manifestações de crenças. Existem crenças coletivas e crenças individuais. A lei da gravidade por exemplo é uma crença coletiva, assim como o tempo, as necessidades fisiológicas, a morte, a separação de Deus etc. São acordos coletivos para este determinado tipo de experiência que estamos vivendo na matéria.

Agora existem as crenças individuais que temos e que definem como nós somos e como é a nossa vida. Se a vida é fácil ou difícil, se somos saudáveis ou temos a saúde frágil, se somos seguros ou inseguros, pró ativos ou reativos e assim por diante.

Elas estão enraizadas tão profundamente que acreditamos que somos aquilo mesmo e até a defendemos. Ao conjunto de crenças responsáveis por determinada faixa dimensional ou vibratória damos o nome de “matriz”, ou “matrix”, como no filme.

Mudar o padrão de limitações que trazemos já desde muito tempo é um processo de autoconhecimento e reprogramação de crenças. Para tanto, são necessários 4 coisas:

Assumir 100% da responsabilidade por tudo o que acontece (e já aconteceu) em nossa vida. Colocar-se no papel de vítima culpando o acaso, Deus, o governo ou os outros não nos serve mais como desculpa, somos nós que atraímos e manifestamos tudo. Quando assumimos a responsabilidade por nossa vida, recuperamos o poder que demos aos outros e as coisas e pessoas passam a não ser mais tão assustadoras como quando achávamos que tudo podia nos atingir. Agora sabemos que tudo é uma manifestação de nós mesmos e o que vemos fora é uma projeção do que temos dentro. Desta forma aprendemos também a perdoar e a não sobrecarregar os outros com nossas próprias expectativas.

Superar o orgulho e a vaidade e aprender a olhar para nossa própria sombra sem defender as inúmeras máscaras que criamos ao longo de nossa vida. Sem humildade paramos de aprender e ficamos estagnados na mesma situação, eternamente achando que os outros é que estão errados e tudo tem que mudar, menos a gente.

Ter a motivação e disciplina para se cuidar, não deixar-se abater e procurar sempre estar vibrando o mais elevadamente possível.

Aprender a viver com 100% de confiança e 100% de entrega. Substituir nossas crenças limitantes por outras que nos auto-empoderam e submeter a vontade do nosso ego à Vontade de Deus. Muitas vezes idealizamos algo que queremos pois aquilo é o que representa para nós uma vibração ou emoção que queremos sentir, porém Deus e nosso Eu Superior entendem de vibração muito mais do que a gente e as vezes tem algo muito melhor para nos oferecer do que aquilo que imaginamos, só que nós atrapalhamos essa manifestação com nossa teimosia, preocupação e ansiedade.

A Terapia Multidimensional ajuda (e tem me ajudado) nisso curando as origens de determinadas crenças e emoções que ainda atuam negativamente em nossa realidade, porém trazer esta mudança para o consciente e ainda aprender a criar conscientemente é uma obrigação nossa, é parte do nosso aprendizado de vida. A TM (ou qualquer outra terapia) é muito mais eficaz quando a pessoa utiliza a este tratamento como uma ferramenta para ajudar em seu processo cura e aprendizado e não para fazer o trabalho que é o próprio motivo de estarmos aqui.

Nós somos o mesmo que Deus é. Somos seres ilimitados, porém nesta experiência nos programamos para sentirmos como se fossemos o contrário. Para este aprendizado, nosso ego assumiu o papel de Deus e busca incessantemente através do mental e do emocional suprir a Sua falta. Isso é uma grande ilusão, na verdade Deus nunca se separou de nós, mas sentimos como se fosse o contrário, sentimo-nos como indivíduos separados de tudo e de todos. Precisamos então abrir mão de todas estas programações que defendemos como sendo nós mesmos para acessar nossa essência divina e a partir daí entrarmos no fluxo divino do amor e da abundância.

Toda esta reforma não ocorre de uma hora para outra (olha aí uma crença limitante minha!) e são várias camadas de criações mentais que temos para limpar e transmutar.

É engraçado que todos temos esta sensação de que em algum momento de nossas vidas já estivemos melhores, mas na verdade nunca estivemos tão bem como agora. É que as vezes temos que descer um pouco para curar certas feridas que ficaram e que estão nos segurando em vibrações mais baixas, nos impedindo de subir ainda mais. Mas não se preocupem, seus aprendizados e sua consciência não param nunca de crescer!

Neste processo que estamos passando, é importante estarmos atentos o tempo todo ao que sentimos, prestar atenção nas emoções que estão nos motivando a tomar qualquer atitude durante nosso dia. Por exemplo, se precisamos fazer algo em nosso trabalho mas sentimos desânimo, ou algo nos segura, ou certa insegurança, prestem atenção nas emoções que estão por trás disso. O mesmo em casos em que ficamos preocupados ou nervosos, que alguma coisa nos tira do sério, nossas vontades, o que nos está motivando a ter certas vontades e a tomar certas atitudes. Pode ser medo de algo, trauma, programação negativa, condicionamentos, achar que precisamos nos defender ou proteger de alguma coisa, que algo de ruim pode acontecer, que teremos que fazer algo desagradável, que alguém nos prejudicará, que nos julgarão, que deixaremos alguém triste, que seremos perseguidos, várias coisas.

Tudo isso que encontrarem e também seus sintomas físicos como dores crônicas ou pontuais, doenças, sonhos ou pensamentos recorrentes, pessoas com as quais sentem dificuldades de relacionamento etc são tópicos para reprogramarem suas crenças e que também podemos tratar nas sessões de Terapia Multidimensional.

Gostaria de compartilhar algo novo com vocês. Desde a época de meu avô fala-se muito em reprogramação mental, em fazer afirmações positivas sobre o que queremos manifestar em nossas vidas. Eu pessoalmente há vários anos que as faço e, embora a TM também também tenha me ajudado muito a me livrar de certos padrões negativos, em muitos assuntos continuo manifestando os mesmos resultados desagradáveis.

Há poucos dias fiquei sabendo de uma descoberta (óbvia) de que nosso cérebro rejeita certas afirmações que considera “mentira”, que o método para nos reprogramarmos é outro, é fazendo perguntas. Por exemplo, ao invés de afirmarmos “sou rico” (nosso cérebro rejeita na hora), perguntamos para nós mesmos “por que sou tão rico?” e damos um espaço para que nosso cérebro assimile esta informação, crie as respostas no subconsciente e programe-o com as informações do porque somos ricos. Não precisamos buscar a resposta conscientemente, nossa mente faz este trabalho sozinho. Dessa forma nosso subconsciente que é o grande “manifestador” da nossa realidade pode ser reprogramado.

As perguntas devem ser todas positivas e feitas como se já fôssemos aquilo que perguntamos. Por exemplo, não é para perguntar “por que tenho medo de ficar sozinho?”, o correto é “por que estou tão bem comigo mesmo?”, “por que me sinto tão seguro?”, sempre corrigindo o padrão limitante que encontrarem em si mesmos e dando alguns segundos de silêncio mental para as mudanças ocorrerem em nosso sistema.

Eu tenho testado isso e já percebi grandes diferenças em meu humor, confiança, paz mental e ânimo. Em algumas perguntas senti até as mudanças em meus chakras! Testem com perguntas como “por que me amo incondicionalmente?”, “por que me permito ser quem eu realmente sou?”, “por que me expresso com tanta facilidade?”, “por que a vida me trata tão bem?”, “por que confio tanto em Deus e no universo?”, “por que minha mente está tão calma e serena?”, "por que sempre opto por alimentos saudáveis?" e assim por diante...

Este é um trabalho de persistência e aprendizado, de curas e transformações. Na medida em que forem se redescobrindo e encontrando seus próprios bloqueios, limitações e também seus potenciais que estavam aí escondidos, estarei à disposição para ajudá-los em suas dúvidas e no que for preciso.

Fiquem com Deus!

Namasté!